sábado, 28 de julho de 2007

Reunião Mediunica

No momento em que ia postar o texto prometido, o computador "pifou" e foi para restauro, com todo o material que tinha preparado... Entretanto, chegam notícias do Grupo "Amigo Amén".

Na reunião de quatro para cinco de Abril de 2007, após leitura de uma lição do Evangelho Segundo o Espiritismo, manifestou-se uma entidade indignada pelo facto dos presentes andarem envolvidos com ‘ideias espíritas’, consultando, inclusivamente a Internet, onde lêem e colocam mensagens. Tratava-se de um amigo que frequentou uma igreja protestante e, apesar de desencarnado, continuava muito arreigado às ideias que cultivou em sua vida terrena, impedindo, assim o seu progresso espiritual. Foi conduzido por uma entidade familiar a quem ele muito amava.

Segue-se o diálogo que o doutrinador travou com esta entidade.


Espírito – Já não se compreende nada. Antigamente havia regras, sabia-se para onde se ia, conheciam-se as famílias. Ou eram de boas famílias ou eram gente que não interessava. Havia ordem no mundo. As pessoas defendiam valores. Ia-se à igreja. As pessoas ouviam o padre, os pastores. Tudo ordenado. Agora é só bandalheira. Filosofias, filosofias, filosofias...

Doutrinador – E tu és contra as filosofias, amigo?

Espírito – Ah. Isso é... loucuras, loucuras. Anda tudo louco. E ainda se dão ao descaramento de andarem aí a propagarem disparates. Onde é que já se viu? Cada vez há mais gente a dizer disparates.

Doutrinador – Como por exemplo...

Espírito – Ah. Isso é só leres. Cada vez há mais loucos. Não sei onde é que este mundo vai parar. Parece que toda a gente decidiu ficar sem cérebro.

Doutrinador – A que loucura te referes, amigo?

Espírito – Todas as ideias que não se compreendem, que são propaladas por todo o lado. Já não lhes chegam os jornais. Agora inventaram um mecanismo que corre todo o mundo. É a globalização.

Doutrinador – Bom, quando as ideias são boas, vale a pena.

Espírito – Pois se fossem, pois se fossem...

Doutrinador – E a que ideias más é que te referes amigo?

Espírito – Essas espíritas, que andam para aí a circular.

Doutrinador – E tu és contra?

Espírito – Eu sou contra.

Doutrinador – És católico?

Espírito – Eu... Por acaso não sou. Escusa de estar já a me acusar. Por acaso até sou protestante. Eu não acredito nessas coisas dos santos.

Doutrinador – Mas acreditas em Deus.

Espírito – Por acreditar em Deus é que fico furioso de ver tanto disparate. E gente que tinha a obrigação de se comportar... não senhor, são os primeiros a avançar.

Doutrinador – E cada vez são mais...

Espírito – Pois eu estou a falar de quê? Exactamente de quê? Este mundo vai caminhando para a perdição. Não se segue nenhum pastor. Não se ouve as conversas. Não se segue, não se respeita a Deus. Brinca-se com tudo. Até se brinca com os mortos. Que é o que esses espíritas andam para aí fazendo é falando com os mortos. Não deixam os mortos dormir em paz.

Doutrinador – E o que é que tu achas disso?

Espírito – Mau. Péssimo. Condenável. Se fossem à igreja já não faziam essas coisas.

Doutrinador – Mas se os mortos estão mortos então não conseguem certamente...

Espírito – Têm que descansar.

Doutrinador – Mas como é que descansam?

Espírito – Olha, não sendo invocados.

Doutrinador – Mas ninguém aqui invoca mortos.

Espírito – Não? Então essas ideias espíritas não têm a ver com isso? Claro que têm.

Doutrinador – Mas diz-me uma coisa, amigo. Como é vieste até aqui?

Espírito – Olha... É uma boa pergunta. É uma boa pergunta. Não sei. Ainda não pensei nisso.

Doutrinador – Onde é que estavas antes, se não é indiscrição?

Espírito – Andava para aí.

Doutrinador – Perdido?

Espírito – Perdido não! Eu não estou perdido! Não me ponhas palavras na boca que eu não disse.

Doutrinador – Não mas...

Espírito – Olha, sabes que estão a torturar-me. Tenho estado aqui, obrigado a estar aqui. Não consigo sair desta casa. Ainda por cima tenho que ler asneiras, asneiras atrás de asneiras!

Doutrinador – Mas amigo, se vieste aqui ter sem saber como...

Espírito – Sim. Parece que me arrastaram para aqui.

Doutrinador – Isso é realmente muito estranho, não achas?

Espírito – Pois acho. Coisas do demónio.

Doutrinador – Mas se fossem coisas do demónio deverias estar a sentir-se muito mal...

Espírito – E sinto-me mal. Eu não quero estar aqui. E obrigam-me a ler coisas... que me põem doente...

Doutrinador – Contra as quais tu te encontras... Tu não concordas.

Espírito – São condenáveis. Quando não são condenáveis, são loucuras de gente que não funciona.

Doutrinador – Então diz-me uma coisa, querido amigo. Tu, certamente tens familiares?

Espírito – Não tens nada de chamar para aqui os meus familiares.

Doutrinador – Não estou a chamar os familiares, de mundo algum.

Espírito – Para bem deles não estão aqui!

Doutrinador – Pois, mas certamente tens familiares que não vês há muito tempo...

Espírito – Todos temos.

Doutrinador – ...e alguns deles muito queridos...

Espírito – Como é que tu sabes disso?

Doutrinador – Ora... Alguns deles muito queridos, que tu gostarias de ver... E eu tenho a certeza – verdade ou mentira? - que tu gostarias de ver.
Então e se nós pedíssemos a Deus – e eu sei que acreditas em Deus – se pedíssemos a Deus ajuda para que tu revisses familiares que te são muito queridos?

Espírito – Pois se Deus me ajudasse a sair daqui eu ficaria... eu já lhe ficava agradecido.

Doutrinador – Mas, certamente, se algum familiar amigo vier aqui ter contigo, tu não vais dizer que não. Se for um familiar querido. Eu tenho a certeza. E se tu não pedires, sou eu que peço a Deus. E eu sei que acreditas em Deus.
Eu vou pedir a Deus, que é nosso Pai...

Espírito – Pede, pede, que eu não tenho o meu pastor aqui.

Doutrinador – Ora bem. Então eu vou pedir. E tu, como tens fé...

Espírito – Ai! Mas tu és espírita. Não! Não! A tua oração não funciona... Chama lá o meu pastor!

Doutrinador – Vamos a ver. Eu vou orar a Deus para ver se o teu pastor pode comparecer aqui...

[O doutrinador, com muita fé, ora um Pai Nosso, pedindo pelo amigo presente. A entidade começa a bocejar. Todo o grupo está concentrado]

Decorrem alguns minutos de concentração e oração em silêncio...

Espírito – A minha avó Carmina!... É um anjo. Vem-me buscar. Há tantos anos que eu não a via. Vou para o Céu com ela!

Doutrinador – Estás a ver, querido amigo. Sempre valeu a pena vir até aqui.

Espírito – Pois... deve ter sido para eu ver aquilo que não era correcto. Para vos aconselhar a mudarem de vida. E agora vou para o Céu.

Doutrinador – Com certeza. E, certamente, tua querida avó, pois as nossas avós são muito queridas...

Espírito – Mas ela diz para vos agradecer. Mesmo assim eu agradeço, porque vocês fizeram com que ela viesse aqui. Ah...lá servem para alguma coisa essas ideias dos espíritas. Ah, lá servem para chamar...Bom eu não consigo pronunciar essa frase... Mas...agradeço-vos.

Doutrinador – Agradeçamos a Deus, porque é Deus que tudo permite. Nós, quem somos? Cada um de nós. E agradecemos também à tua querida avó em nome de Deus ter vindo para te levar para o Céu. E lá, certamente irás aprender muitas coisas.

Espírito – Ah. Vou descansar...

Doutrinador – Que Deus te abençoe querido amigo e leva um grande abraço da nossa parte.

Espírito – Que Deus vos abençoe também...

Doutrinador – Obrigado, amigo e desculpa-nos as nossas ideias...

Espírito –...embora eu não concorde com que o que vocês andam fazendo. Mas não são más pessoas.... Só precisam de orientações de um bom pastor.

Doutrinador – Obrigado pelo conselho, querido amigo

[O doutrinador agradece a Deus e a Jesus todo o auxílio recebido, desejando para a entidade manifestante as maiores venturas]

A entidade é conduzida, acompanhando a ‘avó Carmina’ e o grupo continua concentrado, em oração e silêncio.

Passados alguns minutos, grande emoção nos invade. Pela emoção sentida pressentimos desde logo que se trata de um espírito amigo, muito querido, espírito familiar de mais de uma década e meia: o ‘amigo Amen’.
Transmitiu-nos a mensagem que passamos a transcrever.
(próximo post)

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